Quem somos

barata

Considerados os insetos mais antigos do planeta, as baratas distribuem-se em cerca de 3.500 espécies conhecidas e ocupam habitats aquáticos e terrestres. Entre essas, estão as espécies que, representando apenas 1% do conjunto conhecido, infestam os ambientes humanos e podem ser classificadas como pragas urbanas: as baratas domiciliares e as peridomiciliares.

Além da capacidade infestante e alta resistência às variações ambientais e climáticas, as baratas comem de tudo, seja de origem animal ou vegetal, incluindo lixo e detritos. Daí que produzem contaminação de alimentos e objetos, provocando doenças tais como desinteria, lepra, poliomielite e manifestações alérgicas como a bronquite asmática. Podem, ainda, agravar os riscos de infecções hospitalares.

A sensação de repugnância, tão difundida e associada às baratas, pode ser explicada, em primeiro plano, pela aparência do inseto e também se fundamenta - com muita razão - no odor característico, forte e fétido das secreções que eliminam e que impregnam os alimentos e objetos com os quais entram em contato.

As principais espécies em nosso meio urbano são a Blatella germanica (barata-de-cozinha) e a Periplaneta americana (barata-de-esgoto).

Blatella germanica: espécie pequena que vive onde o humano habita e, nesses ambientes, as cozinhas são o seu local preferido, pelo que se dissemina entre gavetas, cantos, armários. De animais mortos, lambe as exudações e pode adquirir germes nocivos ao humano, ao qual transmite pela contaminação de alimentos e utensílios.

Periplaneta americana: espécie de maior porte, infesta todo tipo de construção, nas quais prefere concentrar-se em latrinas, fossas e esgotos, onde encontra seu habitat mais próprio e suas principais fontes de alimento, o que nunca a impede de avançar sobre outras áreas próximas. Outra fonte de alimento são cadáveres de animais de qualquer porte, onde também pode adquirir microorganismos patogênicos, dos quais se torna transmissora.